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Friday, December 24, 2010

O significado do Natal

Ei, você, aonde vai com tanta pressa?

Eu sei que você tem pouco tempo...

Mas, será que poderia me dar uns minutos da sua atenção?

Percebo que há muita gente nas ruas, correndo como você.

Para onde vão todos?

Os shoppings estão lotados...

Crianças são arrastadas por pais apressados, em meio ao torvelinho...

Há uma correria generalizada...

Alimentos e bebidas são armazenados...

E os presentes, então? São tantos a providenciar...

Entendo que você tenha pouco tempo.

Mas, qual é o motivo dessa correria?

Percebo, também, luzes enfeitando vitrines, ruas, casas, árvores...

Mas, confesso que vejo pouco brilho nos olhares...

Poucos sorrisos afáveis, pouca paciência para uma conversa fraternal...

É bonito ver luzes, cores, fartura...

Mas seria tão belo ver sorrisos francos...

Apertos de mãos demorados...

Abraços de ternura...

Mais gratidão...

Mais carinho...

Mais compaixão...

Talvez você nunca tenha notado que há pessoas que oferecem presentes por mero interesse...

Que há abraços frios e calculistas...

Que familiares se odeiam, sem a mínima disposição para a reconciliação.

Mas, porque você me emprestou uns minutos do seu precioso tempo, gostaria de lhe perguntar novamente: Para que tanta correria?

Em meio à agitação, sentado no meio-fio, um mendigo, ébrio, grita bem alto: Viva Jesus. Feliz Natal!

E os sóbrios comentam: É louco!

E a cidade se prepara... Será Natal.

Mas, para você que ainda tem tempo de meditar sobre o verdadeiro significado do Natal, ouso dizer:

O Natal não é apenas uma data festiva, é um modo de viver.

O Natal é a expressão da caridade...

E quem vive sem caridade desconhece o encanto do mar que incessantemente acaricia a praia, num vai-e-vem constante...

Natal é fraternidade...

E a vida sem fraternidade é como um rio sem leito, uma noite sem luar, uma criança sem sorriso, uma estrela sem luz.

Mas o Natal também é união...

E a vida sem união é como um barco furado, um pássaro de asas quebradas, um navegante perdido no oceano sem fim.

E, finalmente, o Natal é pura expressão de amor...

E a vida sem amor é desabilitada para a paz, porque em sua intimidade não sopra a brisa suave do amanhecer, nem se percebe o cenário multicolorido do crepúsculo.

Viver sem a paz é como navegar sem bússola em noite escura... É desconhecer os caminhos que enaltecem a alma e dão sentido à vida.

Enfim, a vida sem amor... Bem, a vida sem amor é mera ilusão.

Conto de Natal - Espírito Natalino, de Jack Canfield

É apenas um pequeno envelope branco pendurado entre os galhos da nossa árvore de Natal. Não tem nome, não tem identificação, não tem dizeres. Se esconde entre os galhos da nossa árvore ha cerca de dez anos.

Tudo começou porque meu marido Mike odiava o Natal. Claro que não era o verdadeiro sentido do Natal, mas seus aspectos comerciais: gastos excessivos, a corrida frenética na ultima hora para comprar uma gravata para o tio Harry e o talco da vovó, os presentes dados com uma ansiedade desesperada porque não tínhamos conseguido pensar em nada melhor.

Sabendo como ele se sentia, um certo ano decidi deixar de lado as tradicionais camisetas, casacos, gravatas e coisas no gênero. Procurei algo especial só para o Mike. A inspiração veio de uma forma um tanto incomum. Nosso filho Kevin, que tinha 12 anos na época, fazia parte da equipe de luta livre da sua escola.

Pouco antes do Natal, houve um campeonato especial contra uma equipe patrocinada por uma igreja da parte mais pobre da cidade. A equipe era formada, em sua maioria, por negros. Esses jovens, que usavam tênis tão velhos que tínhamos a sensação de que os cadarços eram a única coisa que os segurava, contrastavam de forma gritante com nossos filhos, vestidos com impecáveis uniformes azuis e dourados e tênis especiais novinhos em folha.


Quando o jogo começou, fiquei preocupada ao notar que a outra equipe estava lutando sem o capacete de segurança que tinha como intuito proteger os ouvidos dos lutadores. Era um luxo ao qual a equipe dos pé-sujos não podia se dar.

No fim das contas, a equipe da escola do meu filho acabou arrasando com eles. Ganharam em todas as categorias de peso. E cada um dos meninos da outra equipe que levantava do tatame se virava com fúria, fazendo pose de valente, procurando mostrar um orgulho de quem não ligava para a derrota.

Mike, que estava sentado ao meu lado, balançou a cabeça, triste: "Queria que pelo menos um deles tivesse ganhado", disse. "Eles têm muito potencial, mas uma derrota dessas pode acabar com o ânimo deles."

Mike adorava crianças - todas as crianças - e as conhecia bem, pois tinha sido técnico de times mirins de futebol, basquete e vôlei. Foi aí que tive uma idéia para o presente dele. Naquela tarde, fui a uma loja de artigos esportivos e comprei capacetes de proteção e tênis especiais que enviei, sem me identificar, à igreja que patrocinava a equipe adversária.

Na véspera de Natal, coloquei o envelope na árvore com um bilhete dentro, contando ao Mike o que tinha feito e que esse era o meu presente para ele. O mais belo sorriso iluminou o seu rosto naquele Natal. Isso se deu em todos os anos consecutivos.

A cada Natal, eu seguia a tradição: uma vez comprei ingressos para um jogo de futebol para um grupo de jovens com problemas mentais, outra vez enviei um cheque para dois irmãos que tinham perdido a casa num incêndio na semana antes do Natal e assim por diante. O envelope passou a ser o ponto alto do nosso Natal. Era sempre o último presente a ser aberto na manhã de Natal. Nossos filhos, deixando de lado seus novos brinquedos, ficavam esperando ansiosamente o pai pegar o envelope da árvore e revelar o que havia dentro.

As crianças foram crescendo e os brinquedos foram sendo substituídos por presentes mais práticos, mas o envelope nunca perdeu seu encanto. Esse conto não acaba aqui. Perdemos nosso Mike ano passado por causa de um câncer. Quando chegou a época do Natal, eu ainda estava sofrendo tanto que mal consegui montar a árvore. Mas, na véspera de Natal, me vi colocando um envelope na árvore. Na manha seguinte, havia mais três envelopes junto a ele. Cada um de nossos filhos, sem o outro saber, tinha colocado um envelope na árvore para o pai.

A tradição cresceu e, um dia, se expandirá ainda mais e nossos netos se reunirão em volta da árvore, ansiosos para saber o que há no envelope retirado da árvore por seus pais. O espírito de Mike, assim como o espírito do Natal, estará sempre conosco.

Vamos todos lembrar de Jesus, que é o motivo dessa comemoração e o verdadeiro espirito do Natal este ano e sempre. Deus o abençoe.

(Do livro Histórias para Aquecer o Coração, de Jack Canfield)

A lâmpada queimada

Era véspera de Natal. Em todas as casas havia intensa alegria. Nas ruas, era grande o movimento. Pessoas transitavam com pacotes, entrando e saindo de lojas cheias de compradores e vendedores ansiosos.

O homem e a mulher se aproximaram de um restaurante. A mulher trazia nos olhos o brilho dos que sabem compartilhar alegrias e se sentem felizes com pequenas coisas. Sorria.

O homem se apresentava carrancudo. O rosto marcado por rugas de preocupação. No coração, um tanto de revolta.

Sentaram-se à mesa e, enquanto ela olhava o menu, procurando algo simples e gostoso para o lanche, ele começou a reclamar.

Reclamou de como as coisas não estavam dando certo. Ele tinha investido em um determinado produto em sua loja, contando que as vendas fossem excelentes. Mas não foram.

O produto não era tão atraente assim. Ou talvez fosse o preço. Enfim, o comerciante reclamava e reclamava.

De repente, ele parou de falar. Observou que sua esposa parecia não estar ouvindo o que ele dizia. Em verdade, ela estava mesmo era em outra esfera.

Olhava fixamente para uma árvore de Natal que enfeitava o balcão do pequeno restaurante. Sim, ela não estava interessada na sua conversa.

Ele também olhou na direção do olhar dela e meio de forma mecânica, comentou:

A árvore está bem enfeitada, mas tem uma lâmpada queimada no meio das luzes.

É verdade, respondeu a mulher. Há uma lâmpada queimada. E você conseguiu vê-la porque está pessimista, meu amor. Não conseguiu perceber a beleza das dezenas de outras luzes coloridas que acendem e apagam, lançando reflexos no ambiente.

Assim também com a nossa vida. Você está reclamando da venda do produto que não deu certo e se mostra triste. Mas está esquecido das dezenas de bênçãos que brilharam durante todo o ano para nós. Você está fixando seu olhar na única lâmpada que não iluminou nada.

* * *

Não há dúvida de que acharemos, no balanço das nossas vidas, diversas ocorrências nas quais nos poderemos dizer muito infelizes. Podemos chegar a sentir como se o Mundo ruísse sob os nossos pés.

Porém, a maior tristeza que pode se abater sobre a criatura, multiplicando desditas para o Espírito, é o mau aproveitamento das oportunidades que lhe concede o Criador, para evoluir e brilhar.

Meditemos sobre isso e descubramos as centenas de lâmpadas que brilham em nossos caminhos.

O Mogo

Certo homem, chamado Mogo,
costumava olhar o Natal como uma
festa sem o menor sentido.

Segundo ele, a noite de 24 de dezembro
era a mais triste do ano, porque muitas pessoas
se davam conta de quão solitárias eram,
ou sentiam muito a ausencia da pessoa querida
que não esteve presente durante o ano.

Mogo era um homem bom.

Tinha uma família, procurava ajudar o próximo,
e era honesto nos negócios.

Entretanto, não podia admitir que as pessoas
fossem ingênuas a ponto de acreditar que um Deus
havia descido à Terra só para consolar os homens.

Sendo uma pessoa de princípios,
não tinha medo de dizer a todos que o Natal,
além de ser mais triste que alegre,
também estava baseado numa história irreal
- um Deus se transformando em homem.

Como sempre, na véspera da celebração
do nascimento de Cristo, sua esposa e seus filhos
se prepararam para ir à igreja.

E, como de costume,
Mogo resolveu deixá-los ir sozinhos, dizendo:
_ Seria hipócrita da minha parte acompanhá-los.
Estarei aqui esperando a volta de vocês.

Quando a família saiu,
Mogo sentou-se em sua cadeira preferida,
acendeu a lareira, e começou a ler os jornais daquele dia.
Entretanto, logo foi distraído por um barulho na sua janela,
seguido de outro... e mais outro.

Achando que era alguém jogando bolas de neve,
Mogo pegou o casaco para sair,
na esperança de dar um susto no intruso.

Assim que abriu a porta,
notou um bando de pássaros que haviam perdido seu rumo
por causa de uma tempestade, e agora tremiam na neve.

Como tinham notado a casa aquecida,
tentaram entrar, mas, ao se chocarem contra o vidro,
machucaram suas asas, e só poderiam voar de novo quando
elas estivessem curadas.
"Não posso deixar essas criaturas aqui fora", pensou Mogo.

"Como ajuda-las?"

Mogo foi até a porta de sua garagem,
abriu-a e acendeu a luz.
Os pássaros, porém, não se moveram.
"Elas estão com medo", pensou Mogo.

Então, entrou na casa, pegou alguns miolos de pão,
e fez uma trilha até a garagem aquecida.

Mas a estratégia não deu resultado.

Mogo abriu os braços,
tentou conduzi-los com gritos carinhosos,
empurrou delicadamente um e outro, mas os pássaros
ficaram mais nervosos ainda - começaram a se debater,
andando sem direção pela neve e gastando inutilmente
o pouco de força que ainda possuíam.

Mogo já não sabia o que fazer.

_ Vocês devem estar me achando uma criatura aterradora
- disse, em voz alta.
_ Será que não entendem que podem confiar em mim?

Desesperado gritou:

_ Se eu tivesse, neste momento,
uma chance de me transformar em pássaro só por alguns
minutos, vocês veriam que eu estou realmente
querendo salvá-los!

Neste momento, o sino da igreja tocou, anunciando a meia-noite.

Um dos pássaros transformou-se em anjo, e perguntou a Mogo:

_ Agora você entende,
por que Deus precisava transformar-se em ser humano?

Com os olhos cheios de lágrimas,
ajoelhando-se na neve, Mogo respondeu:

_ Perdoai-me Deus.

Agora eu entendo que só podemos confiar
naqueles que se parecem conosco e passam pelas mesmas
coisas pelas quais nós passamos.

" Hoje, Mogo entende o verdadeiro significado do Natal, e,
acredita no Deus que, enviou seu filho JESUS, para nos salvar.

FELIZ NATAL....

Thursday, December 23, 2010

Lazer e entretenimento

Você já observou quantas alternativas de entretenimento são oferecidas nos dias de hoje?
São tantas as possibilidades que às vezes fica difícil a escolha.
Todavia, se é verdade que a oferta é grande, não é menos verdade que nem sempre o entretenimento atinge os objetivos a que se propõe.
O entretenimento tem por objetivo divertir, trazer bem-estar, alegria, descontração.
No entanto, há que se perguntar porque as pessoas vão a esses locais de diversão e se drogam, se embebedam, se tornam violentas, perdem o juízo, o bom senso.
É de se perguntar porque as cidades litorâneas onde muitos passam as férias geralmente se tornam, na “temporada”, estressantes, irritantes, cansativas, sujas, barulhentas.
Será que para se divertir é preciso perder o juízo?
Será válido buscar, em nome do lazer, mecanismos de alienação da realidade, de fugas variadas, de entorpecimento dos sentidos?
O entretenimento deve trazer satisfação, paz íntima, contentamento. E tudo isso só é possível com lucidez, com domínio da razão, com discernimento.
Quando se opta pelo entorpecimento dos sentidos é sinal grave de que algo não está bem e, por mais que se tente fingir diversão, não se consegue essa satisfação.
E, nesse caso, as conseqüências podem ser ainda mais desastrosas.
O indivíduo sai para se divertir e volta deprimido, insatisfeito, ansioso, quando não cai nas malhas da violência, sempre à espreita dos descuidados...
É importante refletir sobre essas questões que dizem respeito a todos nós.
É preciso refletir sobre os propósitos que nos movem a buscar lazer, divertimento, férias...
É muito comum, em cidades litorâneas, no verão, o trânsito intenso e as buzinas nervosas fazendo parecer que as pessoas estão ali contrariadas, cumprindo uma penalidade.
As crianças, no interior dos veículos, parecem assustadas, e não devem entender como podem suas férias ser tão tumultuadas.
Talvez algumas pessoas não se dêem conta de que estão de férias. Que estão lá para obter satisfação, tranqüilidade, paz, e não para competir no trânsito, irritando-se e irritando os outros.
Outras desejam levar para esses locais de lazer o seu “barulho particular”, com o qual estão acostumadas.
Falam alto, ouvem música mais alto ainda, como se o mundo fosse feito só para elas, e todas as demais pessoas devam se submeter aos seus gostos e desgostos.
Quando isso acontece, o lazer se converte em perturbação generalizada e causa um efeito totalmente oposto ao esperado.
Por todas essas razões, vale a pena pensar nos propósitos que nos movem a buscar o entretenimento.
E, mais importante, vale lembrar que vivemos num mundo em que precisamos respeitar aqueles que dividem o espaço conosco.
Se não for assim, para que serve o entretenimento?

Paciência

No parque, uma mulher sentou-se ao lado de um homem.
Ela disse:
Aquele ali é meu filho, o de suéter vermelho deslizando no escorregador.

- Um bonito garoto - respondeu o homem - e completou: - Aquela de vestido branco, pedalando a bicicleta, é minha filha.

Então, olhando o relógio, o homem chamou a sua filha.

- Melissa, o que você acha de irmos?

Mais cinco minutos, pai. Por favor. Só mais cinco minutos!

O homem concordou e Melissa continuou pedalando sua bicicleta, para alegria de seu coração.

Os minutos se passaram, o pai levantou-se e novamente chamou sua filha:
- Hora de irmos, agora?

Mas, outra vez Melissa pediu:
- Mais cinco minutos, pai. Só mais cinco minutos!

O homem sorriu e disse:
- Está certo!

- O senhor é certamente um pai muito paciente - comentou a mulher ao seu lado.

O homem sorriu e disse:

- O irmão mais velho de Melissa foi morto no ano passado por um motorista bêbado,

quando montava sua bicicleta perto daqui. Eu nunca passei muito tempo com meu filho e agora eu daria qualquer coisa por apenas mais cinco minutos com ele.

Eu me prometi não cometer o mesmo erro com Melissa.
Ela acha que tem mais cinco minutos para andar de bicicleta.
Na verdade, eu é que tenho mais cinco minutos para vê-lá brincar...

Em tudo na vida estabelecemos prioridades.
Quais são as suas?

Lembre-se: nem tudo o que é importante é prioritário, e nem tudo o que é necessário é indispensável!

Wednesday, December 22, 2010

Lealdade feminina

Durante a Idade Média, no ano de 1141, na Alemanha, Wolf, Duque da Bavária, estava cercado em seu castelo pelos exércitos de Frederick, Duque da Suábia, e de seu irmão Konrad.

O cerco vinha de muito tempo e Wolf sabia que a rendição era inevitável. Mensageiros iam e vinham, levando propostas de acordo, condições e decisões.

Derrotados, Wolf e seus aliados estavam dispostos a entregar o castelo ao pior inimigo.

Mas as mulheres desses homens não estavam nem um pouco preparadas para a derrota.

Enviaram uma mensagem a Konrad, irmão do Duque inimigo, pedindo a promessa de salvo-conduto para todas as mulheres das cercanias do castelo e permissão para que elas levassem todos os bens que pudessem carregar.

A permissão foi concedida e os portões do castelo se abriram.

As mulheres foram saindo, levando consigo estranha carga.

Não traziam ouro ou joias. Cada uma vinha curvada sob o peso do marido, na esperança de salvá-lo da vingança dos inimigos vitoriosos.

Dizem que Konrad, bom e piedoso, comoveu-se até às lágrimas diante daquela atitude extraordinária.

Apressou-se em garantir a liberdade às mulheres e segurança aos maridos.

Convidou a todos para um grande banquete e fez um acordo de paz com o Duque da Bavária em termos mais favoráveis que o esperado.

Desde então o monte, onde estava situado o castelo, passou a ser chamado de Lealdade feminina.

Querido Papai Noel, Eu queria muito.....

Querido Papai Noel, Eu queria muito.....

Quem não gostaria, sendo sincero, falando a verdade,
de ter alguém com poder ilimitado para o qual pudesse
fazer pedidos e ser atendido dentro de possibilidade
irrestritas?

Vamos sonhar um pouco?
Qual seria sua lista de pedidos?

[ ] Casa própria
[ ] A esposa ideal
[ ] O esposo ideal
[ ] Fama
[ ] Muito prazer
[ ]Ser outra pessoa
[ ] A habilidade de fazer tudo certo, sempre
[ ] Uma fonte de renda ($$$) garantida para o resto da vida
[ ] Idéias maravilhosas que ninguém mais teve
[ ] A solução para a fome do mundo
[ ] A maior descoberta de todos os tempos
[ ] ......................continue a sua lista

E aí?
Esses pedidos podem revelar muitas evidências sobre
nós mesmos.

Nossa ênfase de vida determinará, consciente ou
inconcientemente, o que pediríamos ao bom velhinho.

Daí voce pode obter um perfil interior, utilizar a lista de
pedidos para, até, prever se receberia os presentes
ou não.

Lembre-se que o Papai Noel só traz presentes
para quem merece!

Então, como voce começaria escrevendo a carta
com os pedidos?

" Querido, idolatrado e único Papai Noel, sei que não
fui uma boa pessoa nesse ano.
Acho até que não mereceria ganhar nada, mas sabendo
que o senhor entende o ser humano como ninguém e que
não sou tão mal assim, peço: ..."

Sabe, quantos de nós tentaremos abafar nossas
realidades interiores nesse período de natal!

É, Papai Noel não existe mesmo, mas nós existimos,
convivemos, interagimos e percebemos que existe algo
mais dentro de nós que carece de satisfação, algo
profundo que nesta época, especialmente, vem à tona
e pede alguma definição de nossa parte...

Um vazio que surge e é abafado com presentes,
encontros, festas, sonhos, mas que continuará forte e
profundo, abragente e intenso, a não ser que a
verdadeira razão do Natal nasça em nossos corações:
JESUS!

Isso só é possível quando assumimos um compromisso
pessoal com Deus, quando ofertamos nossa vida inteira,
passado, presente e futuro, para que Ele a dirija.

Assim, nosso interior será limpo e organizado e as
carências satisfeitas à medida que convivemos com ELE
todos os dias e à cada minuto, sob nova direção!

"Senhor, que nesse Natal, milhares e milhares de
pessoas possam encontrar-se com Jesus, a razão do
Natal, a vida verdadeira, assumindo com Ele um
compromisso de vida.

Que as festas e os presentes não nublem as mentes,
mas que todos possam de deixar levar por essa
' Canção do Amor' : JESUS!"

Tuesday, December 21, 2010

Lar, berço da educação

Patrick Bissel era um dos cinco filhos de Patrícia e Donald Bissel, um ambicioso casal que até o filho ter 12 anos já haviam se mudado seis vezes de casa.

Segundo a mãe, aos sete meses ele não andava. Corria. Aos 10 anos, convidado pela irmã que precisava de um par, teve seu primeiro contato com a dança.

E seu destino foi a dança. Aos 21 anos, em 1978, era o primeiro bailarino do American Ballet Theatre.

Raramente um rapaz tão jovem conseguiu deixar tanta gente deslumbrada. O bailarino russo Mikhail Baryshnikow o classificou como um dos maiores talentos de todo o Mundo.

E Patrick era um rapaz de 1 metro e 88 de altura, rijo, com gosto por motos e botas de cowboy.

Musculoso, era capaz de rodopiar no ar as bailarinas e fazê-las parecer tão graciosas como borboletas.

Contudo, com toda a fama, sendo aplaudido pelas multidões e cortejado pelas colegas de trabalho, Patrick parecia carregar uma tormenta íntima que cedo o levou ao uso de álcool e outras drogas.

Sua força e sua aptidão eram tão grandes que ele conseguiu desempenhar o seu papel de bailarino, sem que seu empresário se desse conta do que lhe acontecia.

Ao menos, assim foi no princípio.

Mas ele desenvolveu uma paranóia e vivia em constante alerta. Acreditava-se perseguido por intrusos imaginários, tendo à disposição em seu apartamento gás lacrimogêneo e asfixiante para os rechaçar.

Começou a ficar fora de controle. Com 3 anos de carreira apenas, ele passou a faltar a ensaios e por isso foi demitido, depois readmitido.

Passou por tratamentos, dizia estar sob controle. Queria pôr sua vida em ordem.

No dia 23 de dezembro de 1987, ele telefonou para sua mãe e com ela teve uma longa conversa.

Explicou que o fato de passar o Natal sozinho era uma oportunidade de provar que ele era suficientemente forte para viver sem drogas.

Quatro dias depois do Natal, seu corpo foi encontrado no apartamento, estendido no sofá. Ele acabara de fazer 30 anos e morrera por uma superdose de drogas variadas.

A mãe de Patrick, comentando a tragédia que a abalou, afirmou:

Apressamo-nos a arranjar os mais diversos responsáveis para este tipo de tragédias - a pressão social, as profissões desgastantes, os passadores de droga. Tudo, exceto nós próprios.

Mas a maioria destes problemas começa em casa, com a educação dos filhos.

Como se observa, a educação é a chave do progresso moral.

É por este motivo que os Espíritos nos alertam que quando se conhecer a arte de manejar os caracteres como se conhece a de manejar as inteligências, se poderá endireitar os pequenos, da mesma maneira como se endireitam as plantas novas.

Essa arte, porém, requer muito tato, muita experiência e uma profunda observação. Isto tudo requer tempo e dedicação.

A NUMEROLGIA PARA 2011

Os rituais de final de ano são detalhes que acabam funcionando como “chaves de memória”, que acionamos fazendo o nosso cérebro registrar os nossos desejos, e continuar os comandos no próximo ano com estas mensagens claras. As cores para se usar na virada fazem parte destes rituais.



Veja como será o ano de 2011 para você segundo a numerologia e qual a cor a ser usada para atrair sorte ao longo do ano. Faça o cálculo a partir da fórmula: data de nascimento + mês de nascimento + 4 da (soma de 2011).

Exemplo: Quem nasceu em 3 de janeiro. Fórmula: 3 + 1 + 4 = 8

A numerologia utiliza números de 1 a 9, portanto se o resultado da fórmula for superior a 9, os dois algarismos devem ser somados, até que o resultado dê um número entre 1 e 9.

Exemplo: Quem nasceu em 20 de Maio.

Fórmula: 20 + 5 + 4 = 29 = 2 + 9 = 11 = 1 + 1 = 2

Significado dos números:



Ano 1 – Plantando as sementes
Ano para dar início às coisas novas, e tudo o que você começar terá sucesso garantido. Mas faça uma boa avaliação dos fatos. Alcançara sucesso se for independente, criativo, seletivo e se usar sua intuição.
Use o Vermelho: é a cor da vitalidade, estimulante da sensualidade, das paixões. Ativa a circulação e o metabolismo e é também a cor das pessoas autoconfiantes, firmes, cheias de auto-estima e coragem.


Ano 2 – As sementes estão lançando raízes
Ano para ter paciência, para fazer amizades, freqüentar clubes. Não leve tudo pelo lado pessoal, nem faça tempestades em copo de água.
Use o Laranja: é cor da prosperidade, o estímulo às energias vitais do corpo. A cor ativa a digestão e a fertilidade, além de simbolizar a alegria de viver, a simpatia, a comunicação e o otimismo.



Ano 3 – Começam a aparecer os primeiros frutos.
Ano social, saudável, com boas chances para o romance. Aproveite a vida e se divirta. Viaje. Seja visto e ouvido. Mas evite gastar muito dinheiro para não ter dificuldades no ano que vem.
Use o Amarelo é a cor símbolo da criatividade, pois estimula a capacidade mental. Também elimina as impurezas físicas e mentais. Por essas características é a cor do intelecto e do estudo.



Ano 4 – Trabalhe com afinco
Ano do trabalho, estruturação e limitações. Ano favorável para investir em imóveis, prosperar nos negócios e reformar a casa. Sucesso e felicidade virão com a autodisciplina. Não se descuide da saúde.
Use o Verde é a cor da esperança, o verde estimula e equilibra as emoções. É um ativador do poder de cura e do crescimento. Representa também o amor altruísta, a jovialidade e a regeneração.



Ano 5 – Tempo de germinar
Confie nas circunstâncias. O ritmo é acelerado e haverá mudanças súbitas de situação. Dificuldade de concentração. Explore coisas novas. Magnetismo pessoal em alta. O sucesso depende da capacidade de adaptação.
Use o Azul é a cor da harmonia e o estímulo da compreensão. O azul neutraliza as energias negativas e diminui a ansiedade. Simboliza a confiança e o equilíbrio.



Ano 6 – O florescimento
Ano para aceitar responsabilidades e estabelecer acordos. Honre os compromissos. Seja útil aos que estão à sua volta. No entanto, não se intrometa nos assuntos alheios e não dê conselhos não solicitados. Sua felicidade neste ano depende da sua dedicação à família e à comunidade.
Use o Anil é a cor da sabedoria e que estimula as faculdades psíquicas. É um poderoso ativador da imaginação e intuição. É a representação da inspiração, concentração e discernimento.



Ano 7 – As plantas dão frutos
Ano para introspecção e atividades intelectuais. Resolva os conflitos emocionais. Afaste-se da superficialidade e da agitação. Evite a busca materialista, pois quanto menor a ambição, maior o ganho, e vice-versa. Não descuide da saúde. Não ligue para as decepções e evite mal-entendidos.
Use o Violeta pois representa a espiritualidade, a expansão da consciência. Sua ação purifica a aura e elimina as impurezas astrais. É a cor da intuição, devoção e contemplação.



Ano 8 – A hora da colheita
Ano dinâmico; o dinheiro talvez venha de uma fonte inesperada, mas também há despesas a considerar. Os negócios deverão prosperar. Melhora de condição financeira. Neste ano, lute pelo que acha que merece. Bom senso, ambição, eficiência é que lhe trarão sucesso e felicidade.
Use o Rosa é a cor que representa a emotividade, o amor e a fidelidade. Sua ação harmoniza a aura, equilibra o chakra cardíaco e elimina as impurezas do sangue.



Ano 9 – Tempo de regar a terra depois da colheita e de preparar um novo plantio.
Ano de purificação, situado entre o fim de um ciclo e o inicio de outro. Acabe com relacionamentos desgastados, prepare o terreno para o novo. Não é um bom ano para começar coisas novas, mais favorece o aprendizado, o ensino. Conclua seus projetos. O sucesso virá com a solidariedade, o desapego emocional e o abandono de tudo o que já começa a sair da sua vida.
A cor é o Branco que representa a paz, a purificação, a calma e a virtude. É a união de todas as cores. Sua ação clareia os pensamentos e equilibra a mente.

Monday, December 20, 2010

Uma informação por favor???

Quando eu era criança, bem novinho, meu pai comprou o primeiro

telefone da nossa vizinhança.

Eu ainda me lembro daquele aparelho preto e brilhante que ficava

na cômoda da sala.

Eu era muito pequeno para alcançar o telefone, mas ficava ouvindo

fascinado enquanto minha mãe falava com alguém.

Então, um dia eu descobri que dentro daquele objeto maravilhoso

morava uma pessoa legal.



O nome dela era “Uma informação, por favor” e não havia nada que

ela não soubesse.

“Uma informação, por favor” poderia fornecer qualquer número de

telefone e até a hora certa.

Minha primeira experiência pessoal com esse gênio-da-garrafa veio

num dia em que minha mãe estava fora, na casa de um vizinho.



Eu estava na garagem mexendo na caixa de ferramentas quando bati

em meu dedo com um martelo.

A dor era terrível mas não havia motivo para chorar, uma vez que

não tinha ninguém em casa para me oferecer a sua simpatia.



Eu andava pela casa, chupando o dedo dolorido até que pensei:

O telefone!

Rapidamente fui ate o porão, peguei uma pequena escada que

coloquei em frente a cômoda da sala.

Subi na escada, tirei o fone do gancho e segurei contra o ouvido.

Alguém atendeu e eu disse:

“Uma informação, por favor”.

Ouvi uns dois ou três cliques e uma voz suave e nítida falou em meu

ouvido. “Informações.” “Eu machuquei meu dedo…”, disse, e as

lágrimas vieram facilmente, agora que eu tinha audiência. “

A sua mãe não esta em casa?”, ela perguntou.

“Não tem ninguém aqui…”, eu soluçava. “Está sangrando?”

“Não”, respondi.

“Eu machuquei o dedo com o martelo, mas tá doendo…”

“Você consegue abrir o congelador?”, ela perguntou.

Eu respondi que sim..

“Então pegue um cubo de gelo e passe no seu dedo”, disse a voz.



Depois daquele dia, eu ligava para “Uma informação, por favor”

por qualquer motivo.

Ela me ajudou com as minhas dúvidas de geografia e me ensinou

onde ficava a Filadélfia.

Ela me ajudou com os exercícios de matemática.

Ela me ensinou que o pequeno esquilo que eu trouxe do bosque

deveria comer nozes e frutinhas.



Então, um dia Petey, meu canário, morreu.

Eu liguei para “Uma informação, por favor” e contei o ocorrido.

Ela escutou e começou a falar aquelas coisas que se dizem para

uma criança que está crescendo.

Mas eu estava inconsolável.

Eu perguntava:

“Por que é que os passarinhos cantam tão lindamente e trazem tanta

alegria pra gente para, no fim, acabar como um monte de penas no

fundo de uma gaiola?”



Ela deve ter compreendido a minha preocupação, porque

acrescentou mansamente:

“Paul, sempre lembre que existem outros mundos onde a gente pode

cantar também…”

De alguma maneira, depois disso eu me senti melhor.



No outro dia, lá estava eu de novo. “Informações.”, disse a voz já tão

familiar.

“Você sabe como se escreve ‘exceção’?”

Tudo isso aconteceu na minha cidade natal ao norte do Pacifico.



Quando eu tinha 9 anos, nós nos mudamos para Boston.

Eu sentia muita falta da minha amiga. “Uma informação, por favor”

pertencia aquele velho aparelho telefônico preto e eu não sentia

nenhuma atração pelo nosso novo aparelho telefônico branquinho

que ficava na nova cômoda na nova sala.



Conforme eu crescia, as lembranças daquelas conversas infantis

nunca saiam da minha memória.

Frequentemente, em momentos de dúvida ou perplexidade, eu

tentava recuperar o sentimento calmo de segurança que eu tinha

naquele tempo.



Hoje eu entendo como ela era paciente, compreensiva e gentil ao

perder tempo atendendo as ligações de um molequinho.



Alguns anos depois, quando estava indo para a faculdade, meu

avião teve uma escala em Seattle.

Eu teria mais ou menos meia hora entre os dois vôos.

Falei ao telefone com minha irmã, que morava lá, por 15 minutos.

Então, sem nem mesmo sentir que estava fazendo isso, disquei o

número da operadora daquela minha cidade natal e pedi:

“Uma informação, por favor.”



Como num milagre, eu ouvi a mesma voz doce e clara que conhecia

tão bem, dizendo: “Informações.”

Eu não tinha planejado isso, mas me peguei perguntando:

“Você sabe como se escreve ‘exceção’?”

Houve uma longa pausa.

Então, veio uma resposta suave: “

Eu acho que o seu dedo já melhorou, Paul.”

Eu ri. “Então, é você mesma!”, eu disse. “

Você não imagina como era importante para mim naquele tempo.”

“Eu imagino”, ela disse.

“E você não sabe o quanto significavam para mim aquelas ligações.

Eu não tenho filhos e ficava esperando todo os dias que você

ligasse.



” Eu contei para ela o quanto pensei nela todos esses anos e

perguntei se poderia visita-lá quando fosse encontrar a minha irma.

“É claro!”, ela respondeu.

“Venha até aqui e chame a Sally.”

Três meses depois eu fui a Seattle visitar minha irmã.

Quando liguei, uma voz diferente respondeu: “Informações.”

Eu pedi para chamar a Sally. “Você é amigo dela?”, a voz perguntou.

“Sou, um velho amigo.

O meu nome é Paul.”



“Eu sinto muito, mas a Sally estava trabalhando aqui apenas meio

período porque estava doente.

Infelizmente, ela morreu há cinco semanas.”



Antes que eu pudesse desligar, a voz perguntou

“Espere um pouco.

Você disse que o seu nome é Paul.

Sim.

A Sally deixou uma mensagem para você.

Ela escreveu e pediu para eu guardar caso você ligasse.

Eu vou ler para você.

” A mensagem dizia: “

Diga a ele que eu ainda acredito que existem outros mundos onde

a gente pode cantar também.

Ele vai entender.”

Eu agradeci e desliguei. Eu entendi…

As lágrimas

Existem pessoas que afirmam ter uma grande dificuldade para chorar. Algumas, com certa inveja, comentam sobre a facilidade de outras em demonstrar sentimentos através das lágrimas.

Há quem acredite que as lágrimas são próprias da feminilidade, que atestam fraqueza, fragilidade.

Lemos, recentemente, a história de um pai que não conseguia chorar e foi surpreendido pela pergunta de seu filho de 5 anos:

Pai, por que nunca vi você chorar?

Que poderia ele responder?

Talvez fossem seus anos de raiva, tristeza e até alegria engolidas, que o impedissem de se expressar com lágrimas. Ou talvez porque fora educado com os conceitos de que o homem não deve chorar.

A verdade é que aquele pai sofria de problemas de depressão, com os quais lutava há tempos e somente respondeu:

Filho, lágrimas fazem bem para meninos e meninas. Fico feliz que você possa chorar sempre que está triste. Os pais, às vezes, têm dificuldade para mostrar como se sentem. Talvez eu possa melhorar algum dia.

Nos dias que se seguiram, o pai orou intensamente a Deus rogando por alguma coisa que o fizesse sentir-se melhor.

Aproximava-se o Natal com todo seu encanto e magia. O diretor da escola perguntou se Patrick, o garoto de 5 anos, poderia cantar pequena estrofe de uma canção natalina, em um culto na igreja.

Naturalmente, os pais se encheram de entusiasmo. O filho tinha pendores para a música. Estudava piano desde os 4 anos de idade. Gostava de cantar.

À medida que os dias iam sendo marcados no calendário, dando ciência da proximidade do evento, pais e filho começaram a ficar assustados.

O menino começou a temer não conseguir e o pai, principalmente o pai, compareceu à cerimônia religiosa na véspera de Natal, com expectativas limitadas.

Colocou-se no lugar do filho e imaginou que jamais ele enfrentaria um microfone e uma igreja com centenas de pessoas.

O garoto, vestido de branco, aproximou-se do microfone e começou a entoar as notas uma a uma. Eram versos lindos que enchiam o espaço e os corações.

O pai contemplou o menino e sentiu-se invadir por uma onda de ternura. O que seu filho cantava tinha sabor de eternidade, uma beleza sem par.

Parecia-lhe que um anjo se corporificara ali, perante a congregação, para brindar a todos com um presente especial de Natal.

Então, grossas lágrimas surgiram nos olhos daquele pai. A canção terminou e ele buscou o filho, ainda nos corredores.

Ajoelhou-se, para ficar do tamanho dele e penetrou com o seu o olhar azul do filho.

Patrick, você se lembra de quando me perguntou por que nunca me tinha visto chorar?

O menino afirmou com a cabeça.

Bem, estou chorando agora. Seu canto foi tão lindo que me fez chorar.

O garoto sorriu, feliz, e atirou-se nos braços do pai, dizendo-lhe ao ouvido enquanto o estreitava fortemente:

Às vezes, a vida é tão bonita que a gente tem de chorar.

O lado bom

Conta o diretor de uma agência funerária que, em sua profissão, tinha visto enterros de todos os tipos, mas nenhum o havia comovido tanto quanto o do velho Hank, o homem mais desprezado da sua região.

Um dia, o Prefeito comunicou-lhe que o velho Hank morrera, e pediu-lhe para que se encarregasse dos funerais.

O enterro não seria muito concorrido, pois havia muita gente que teria satisfação em ver aquele velho sob sete palmos de terra.

Hank vivera, durante muitos anos, numa cabana solitária, tendo por únicos companheiros cinco ou seis cães vadios.

Cercara bem o seu terreno e não permitia a entrada de ninguém. Uma vez por semana, vinha à cidade comprar alimentos e embebedar-se. E, além de tudo, era brigão.

Um por um, os habitantes foram se voltando contra o infeliz, que ficou conhecido como o homem que todos odiavam.

O velho Hank não era religioso, mas de acordo com os costumes, o agente funerário pediu a um pastor que fizesse a cerimônia.

Não vai ser fácil para o senhor, disse-lhe. Não há muito que dizer de bom sobre o velho Hank. Bastará que leia uma página das Escrituras e nós o enterramos logo.

O sacerdote, alma generosa, respondeu-lhe dizendo nunca ter conhecido alguém que não tivesse um lado bom.

No dia seguinte, o pastor e o diretor almoçaram juntos no restaurante local. Falaram com a proprietária sobre o velho.

A senhora sabe de alguma coisa boa, a respeito dele? Perguntou o ministro.

A mulher, embora surpreendida pela pergunta, respondeu logo com suavidade:

Agora já posso contar o segredo do velho Hank.

E, tirando uma caixa escondida sob o balcão, continuou:

Durante muitos anos, o velho comeu aqui, quando fazia a sua visita semanal à cidade. Todas as vezes, deixava comigo algum dinheiro para que eu guardasse a fim de comprar presentes, no Natal, para as crianças pobres.

Vejam, há quase 40 dólares. Ele sempre completava cinquenta, no Natal.

Naquela tarde o edifício da Prefeitura estava cheio de curiosos. O sacerdote pediu para que os alunos da escola em frente fossem dispensados para assistir ao funeral.

Quando as crianças chegaram, o pastor encaminhou-se para o caixão e iniciou o serviço fúnebre. Disse mais ou menos o seguinte:

Hank, aqui viemos para enterrar-te. Há muita gente, mas são bem poucos os que lamentam a tua morte. O caixão está nu, pois ninguém teve o gesto de colher nem mesmo algumas flores silvestres para enfeitá-lo.

Mas, meu caro Hank, eu jamais enterrei alguém sem uma homenagem de flores e tu não serás o primeiro. Tu tens, afinal de contas, alguns amigos aqui presentes, embora eles nunca te tivessem conhecido.

Voltou-se para as crianças e perguntou quais as que haviam recebido, no Natal, presentes enviados por um amigo desconhecido. Um murmúrio de surpresa percorreu o auditório quando vinte e uma crianças subiram para perto do caixão.

Disse-lhes, então, o sacerdote, que o velho Hank era o amigo desconhecido.

Pediu-lhes que se dessem as mãos e fizessem uma roda em volta do caixão.

Hank, prosseguiu ele, comovido, tu tens de fato alguns amigos aqui, mas eles não conheceram você a tempo de trazer-te flores.

Em todo caso, formaram aqui uma grinalda das mais belas flores que crescem no jardim de Deus: as crianças, às quais tu proporcionaste momentos de felicidade.

Sunday, December 19, 2010

A Mansão Mal Assombrada

Saber que as aparências enganam, não nos torna imunes às decepções! Precisamos de algo mais...
A casa era imensa e estava localizada em meio a um pequeno bosque, às margens de um lago profundo e de águas calmas e escuras. Tinha uma fama e tanto, de mal assombrada é claro. Ninguém conseguia passar uma noite lá dentro. Morar ali, nem pensar. Possuía muitos quartos em seus três andares construídos sobre uma sólida laje natural de pedra negra, quase à beira de um penhasco digno de por medo nos mais intrépidos alpinistas.

Passados dezenas de anos, ainda permanecia majestosa e firme, apesar das paredes sujas devido à falta de manutenção. Seus donos eram prósperos, mas o tempo implacável lhes tirara tudo. Agora, embora não mais existissem, ao menos fisicamente, lá estava sua robusta morada, feita para durar mais que todos da sua linha de descendência. Pouco se sabia sobre os acontecimentos que culminaram com o início das assombrações no local, mas a história era clara; os fantasmas do lugar não eram nada amigáveis com os visitantes.
Os últimos enxotados fora um grupo de religiosos, que resolveram fazer um exorcismo para limpar a casa. Naquele grupo, organizado como uma espécie de liga da justiça divina contra as forças do mal, todas as religiões enviaram seus mais competentes, ilustres e sábios ministros. Conta-se que logo na entrada, um deles ficou completamente surdo com o sopro que um dos fantasmas deu nos seus ouvidos; nos dois ao mesmo tempo. Ficou desorientado por um tempo, sem saber nem onde estava, nem qual era seu nome; depois recobrou a razão, mas não a audição.

Sorte que, por ser sábio, conhecia a linguagem dos sinais, motivo pelo qual, pode continuar se comunicando com os demais membros do grupo. Depois chegou a imaginar que fora beneficiado pela brincadeira da assombração, uma vez que os sons assustadores dos fantasmas arruaceiros não mais o perturbariam naquela noite. Infelizmente, para todos os presentes, a coisa não era tão simples assim. O fato é que, todos foram expulsos da casa poucas horas depois, mas não sem traumas psicológicos preocupantes.

O que mais impressionou ao grupo foi que, ao iniciarem o exorcismo, ao pronunciarem as primeiras palavras sagradas, os fantasmas completavam em voz alta toda a ladainha restante, inclusive com os cânticos dos rituais solenes, e ainda ensinaram aos religiosos, algumas técnicas secretas que estes desconheciam. Sem contar que havia um coro de fundo, que recitava em tom canônico, como a imitar os cânticos gregorianos, todos os salmos bíblicos, ora em Latim, ora em Aramaico. Saíram da casa moralmente arrasados, psicologicamente desorientados, questionando a própria fé.

Mas, sem dúvida o que mais abalou a auto-estima do grupo, foram as palavras finais daquele que parecia ser o fantasma chefe. Dissera em tom solene: "Voltem sempre e assim podemos ficar longas horas discutindo sobre todos os livros sagrados. Gostamos de realizar seminários para falar de coisas religiosas, doutrinas secretas e coisas assim. Nossas reuniões são sempre às terças e quintas, meia noite em ponto. Vocês são, a partir de hoje, nossos eternos convidados; não é pessoal?". Um gemido horripilante, algo como "Hum, hum...", em forma de coro, parecia ser a concordância do restante da comunidade fantasmagórica.

Detalhes à parte, uma nova família que ora estava chegando ao local, parecia não se importar com aquelas lendas e relatos assombrosos. Observaram a imponente fachada da enorme mansão, e aquela que parecia a matriarca comentou: "Pelo menos espaço teremos de sobra a partir de hoje!".

Entre eles, uma criança, que segurava na mão direita uma revista em quadrinhos, cujo título era, "Histórias Assombrosas", voltou-se para a senhora que fizera o comentário e disse: "Mãe, quero ver os fantasmas da casa, será que posso? A senhora deixa?".

"Deixa de coisa menino", ressaltou a senhora em tom resignado, "fantasmas é coisa de gente, existem para os seres humanos. Eles aparecem e assustam pessoas. Somos Ratos, e fantasmas não assustam ratos".

Meio desolado e olhando para o rabinho que dava voltas no ar, ele suspirou, pegou sua mochilinha e subiu lentamente os degraus em direção à porta principal da casa.

Autor: Alberto Grimm


Justiça

O quadro era muito triste. Olhamos aquela mulher outra vez. E a mente rapidamente calculou os meses intermináveis que a detém ao leito de dores.

Contemplando-lhe o corpo minado pela enfermidade, o cansaço estampado na face, a memória que a trai a cada instante, com imensos lapsos de esquecimento do passado distante, quanto do ontem ainda presente, sentimos compaixão.

Imaginamos a sua vida de trabalho e operosidade. Mulher dinâmica, valorosa, criou cinco filhos quase a sós. A profissão do esposo o mantinha semanas a fio, longe do lar.

Sempre foi ela quem decidiu, opinou, escolheu. Disciplina lhe foi nota constante. Valor que passou aos cinco filhos. Disciplina de horários, na palavra, na conduta.

Dinâmica e corajosa, enfrentou enfermidades dos filhos, dificuldades financeiras imensuráveis.

Os anos se somaram. Os filhos cresceram. Casaram e constituíram a própria família.

Vieram os netos e a soma de trabalhos não cessou, pois que agora os pequeninos lhe eram deixados à guarda, por horas, sim, desde que as forças já não eram as mesmas da juventude ativa e sadia.

E então, quando o inverno dos anos lhe cobriu de neve os cabelos, intensificaram-se as dores.

Morreram-lhe em curto espaço de anos o esposo e três filhos, em circunstâncias trágicas.

Enfraqueceram-lhe ainda mais as forças e o coração ferido se deixou desfalecer.

Acresceram-lhe as inquietudes e a doença se instalou, vigorosa.

Olhando-a agora, sobre a cama, semi-desfalecida, recordamos-lhe os esforços para a preservação da vida dos filhos, pela sua educação.

Lembrando-lhe os anos de atividade e labuta, perguntamo­-nos o porquê de tanto sofrimento.

As pessoas dizem que é o ciclo natural da vida. Nascer, crescer, enfermar, morrer.

Mas a pergunta não cala em nós. Desejamos resposta mais convincente.

Afinal, dói-nos na alma observar a debilidade e a dependência da mulher mãe, esposa, avó.

Enquanto oramos por ela, soam-nos aos ouvidos as exortações do evangelho de Jesus: A cada um segundo as suas obras.

É como se pudéssemos, no recesso do Espírito, escutar a voz do Sublime Cantor Galileu, em plena natureza.

Tornamos a olhar para o corpo da enferma e agradecemos a Divindade. Podemos agora entender a sua serenidade na dor.

Ela sabe que é a justiça de Deus que a alcança, permitindo-lhe o resgate de faltas cometidas em dias passados, de vidas anteriores.

Por isso ela sorri. E ora. E espera. Aguarda os dias do reencontro com os seus amores, afirmando convicta: Quando Deus quiser, hei de partir. E estou me esforçando para seguir viagem vitoriosa.

"Família é prato difícil de preparar" (de "O Arroz de Palma,de Francisco Azevedo)

Família é prato difícil de preparar. São muitos ingredientes. Reunir todos é um problema, principalmente no Natal e no Ano Novo. Pouco importa a qualidade da panela, fazer uma família exige coragem, devoção e paciência. Não é para qualquer um. Os truques, os segredos, o imprevisível. Às vezes, dá até vontade de desistir. Preferimos o desconforto do estômago vazio. Vêm a preguiça, a conhecida falta de imaginação sobre o que se vai comer e aquele fastio. Mas a vida, (azeitona verde no palito) sempre arruma um jeito de nos entusiasmar e abrir o apetite. O tempo põe a mesa, determina o número de cadeiras e os lugares. Súbito, feito milagre, a família está servida. Fulana sai a mais inteligente de todas. Beltrano veio no ponto, é o mais brincalhão e comunicativo, unanimidade. Sicrano, quem diria? Solou, endureceu, murchou antes do tempo. Este é o mais gordo, generoso, farto, abundante. Aquele o que surpreendeu e foi morar longe. Ela, a mais apaixonada. A outra, a mais consistente.
E você? É, você mesmo, que me lê os pensamentos e veio aqui me fazer companhia. Como saiu no álbum de retratos? O mais prático e objetivo? A mais sentimental? A mais prestativa? O que nunca quis nada com o trabalho? Seja quem for, não fique aí reclamando do gênero e do grau comparativo. Reúna essas tantas afinidades e antipatias que fazem parte da sua vida. Não há pressa. Eu espero. Já estão aí? Todas? Ótimo. Agora, ponha o avental, pegue a tábua, a faca mais afiada e tome alguns cuidados. Logo, logo, você também estará cheirando a alho e cebola. Não se envergonhe de chorar. Família é prato que emociona. E a gente chora mesmo. De alegria, de raiva ou de tristeza.

Primeiro cuidado: temperos exóticos alteram o sabor do parentesco. Mas, se misturadas com delicadeza, estas especiarias, que quase sempre vêm da África e do Oriente e nos parecem estranhas ao paladar tornam a família muito mais colorida, interessante e saborosa.
Atenção também com os pesos e as medidas. Uma pitada a mais disso ou daquilo e, pronto, é um verdadeiro desastre. Família é prato extremamente sensível. Tudo tem de ser muito bem pesado, muito bem medido. Outra coisa: é preciso ter boa mão, ser profissional. Principalmente na hora que se decide meter a colher. Saber meter a colher é verdadeira arte. Uma grande amiga minha desandou a receita de toda a família, só porque meteu a colher na hora errada.
O pior é que ainda tem gente que acredita na receita da família perfeita. Bobagem. Tudo ilusão. Não existe Família à Oswaldo Aranha; Família à Rossini; Família à Belle Meunière; Família ao Molho Pardo, em que o sangue é fundamental para o preparo da iguaria. Família é afinidade, é “à Moda da Casa”. E cada casa gosta de preparar a família a seu jeito.
Há famílias doces. Outras, meio amargas. Outras apimentadíssimas. Há também as que não têm gosto de nada, seriam assim um tipo de Família Dieta, que você suporta só para manter a linha. Seja como for, família é prato que deve ser servido sempre quente, quentíssimo. Uma família fria é insuportável, impossível de se engolir.

Enfim, receita de família não se copia, se inventa. A gente vai aprendendo aos poucos, improvisando e transmitindo o que sabe no dia a dia. A gente cata um registro ali, de alguém que sabe e conta, e outro aqui, que ficou no pedaço de papel. Muita coisa se perde na lembrança. Principalmente na cabeça de um velho já meio caduco como eu. O que este veterano cozinheiro pode dizer é que, por mais sem graça, por pior que seja o paladar, família é prato que você tem que experimentar e comer. Se puder saborear, saboreie. Não ligue para etiquetas. Passe o pão naquele molhinho que ficou na porcelana, na louça, no alumínio ou no barro. Aproveite ao máximo. Família é prato que, quando se acaba, nunca mais se repete.

Saturday, December 18, 2010

Quando Deus Intervém

Permita contar o que aconteceu algum tempo atrás com uma
jornalista que vive em Los Angeles.

Numa noite escura, ela decidiu tomar um atalho para retornar
a sua casa, andando por um caminho pavimentado de pedras
e mal iluminado.

Não demorou muito, ouviu passos atrás dela e começou a caminhar
mais rápido.

De repende, um estranho pulou sobre ela e começou a estrangulá-la
com seu cachecol.
Ele também passou a rasgar sua roupa.

Naquele momento, quilômetros distantes, a mãe daquela mulher
despertou de um profundo sono.

Tinha uma forte impressão de que algo terrível estava acontecendo
com sua filha mais velha.

Essa mãe imediatamente ajoelhou-se ao lado da cama e começou
a orar.
Ela falou apreensivamente com Deus por 15 minutos, buscando Sua
proteção para a filha.

Depois de constatar que sua oração havia sido respondida, voltou
para a cama e dormiu outra vez.

Enquanto isso, no caminho pedregoso, o assaltante pára subitamente.
A mulher o vê levantar a cabeça por um instante, como se estivesse
ouvindo alguma coisa.

A mulher e sua mãe estão certas de que Deus Se apresentou como
um Fiel Libertador por causa daquela oração.

É importante notar que a mãe devota não estava orando a um Deus
distante.
Ela estava familiarizada com Sua voz, Ele podia despertá-la do sono.

Ela O conhecia suficientemente para saber que Ele havia dado a resposta.
Ela O conhecia suficientemente para confiar em Sua proteção.

Quando aquela devota mulher se ajoelhou ao lado da cama, aquele forte
poder estava de fato bem perto dela.

Na batalha entre o bem e o mal, a oração é uma arma poderosa
na mão do crente.

Através da oração, as forças do inferno são postas em retirada.

"Faz parte do plano de Deus conceder-nos, em resposta à oração da fé,
aquilo que Ele não outorgaria se o não pedíssemos. assim."

Quando aquela mãe fiel orou, nosso Senhor comissionou poderosos
anjos para colocar em retirada o agressor de sua filha.
A influência poderosa do Espirito Santo convenceu-o a fugir.

Esse fato suscita uma pergunta.

Como explicara dolorosa realidade de que alguns cristãos são
roubados, violentados e atacados?
É falta de fé?
Não existe nenhuma oração para eles?

Neste planeta de rebelião, coisas más acontecem a pessoas boas.
Deus usa dores de cabeça, desastres e sofrimento para nos aproximar
dEle de forma misteriosas que não podemos compreender plenamente.

É difícil compreender isso?
Sem dúvida.

Mesmo assim, ainda podemos confiar nEle.
Podemos manter nossa confiança.

Ainda podemos orar, sabendo que Ele intervém, liberta e responde.

Ele não nos desampara, e aquilo que ainda não compreendemos,
Ele um dia esclarecerá na eternidade.

Uma Mudança Radical

Todos já haviam notado sua mudança de comportamento. Na escola o falatório era geral. A professora não se conteve e perguntou se havia algum problema.

"Não", ele respondeu sem se abalar , "é que andei pensando sobre o mundo, vi que a inconsistência das coisas é uma realidade. Resolvi questionar os valores de cada coisa, inclusive o modo como vivemos. Então resolvi eu mesmo mudar a partir desse momento... Inclusive, estou tomando banho todos os dias..."

Nossa. Todos escutaram sem acreditar no que acabavam de ouvir. Ele tomava banho todos os dias, e sua pele ainda estava novinha em folha, não havia descascado nadinha. Mas e as verdades por trás dos costumes? Mas ainda havia a possibilidade dele estar mentindo. Se não estivesse, uma tradição milenar acabava de cair por terra. E alguns se levantaram dos seus lugares, e foram lá conferir, passando a mão sobre seus braços. E depois erguiam as mãos em busca de um ângulo de luz mais adequado, para ver melhor se nenhuma casquinha de pele ficara em seus dedos.
Se ele estava dizendo a verdade, então era um fenômeno, pois pelo que se sabia, banho diário arrancava a pele. Era um caso que merecia uma explicação, um exame mais cuidadoso, coisa da ciência, pois para tudo deve haver uma explicação. De repente ele até podia ser uma anomalia da espécie.

E como fulano falou difícil, aquilo que dissera, mais parecia assunto da aula de filosofia. A professora nem se fala. Beliscou a si mesma para certificar-se de que estava consciente, sóbria, acordada, que aquilo não era um dos seus delírios, como aquele que a acometera, no dia em que seus sobrinhos misturaram bolinhas de naftalina com o açúcar da casa. Sentou-se apressada quando percebeu que estava tendo uma vertigem. Afinal não era para menos. Aquela sua reação não era nenhum exagero, pois estava simplesmente diante do pior aluno da sua classe, aquele que na semana passada, sequer sabia ler...

Lembrou do dia que a mãe dele chegou na escola para justificar a semana que faltara.

"Fulano comeu alguma coisa estragada. Disse que estava tudo numa sacola, que encontrou na rua. Na sacola tinha um desenho de uma caveira preta, com dois ossos cruzados em forma de X. Ele pensou que era comida de metaleiro, e comeu, mas era comida envenenada."

Além de analfabeto, era completamente burro; de longe o maior que já conhecera. Mas agora, de repente, como que surgindo do nada, como cantiga de grilo que nunca se sabe de onde vem, lá estava ele, falando bonito e difícil; se comportando de um modo estranho. Mas o pior de tudo era seu cheiro, esse insuportável. Uma de suas colegas de classe, filha de um rico comerciante local, logo determinou consigo mesmo, que aquele, ele, seria o próximo alvo a conquistar.

Chamou para junto de si, formando uma roda íntima, as amigas que conseguia controlar graças aos generosos presentes, que eventualmente trazia para cada uma delas. E numa espécie de imersão criativa, abriram a reunião para definir o melhor, o plano infalível para conquistar, aquele que em poucos instantes, de Ser desprezível, passara a ser, o maior símbolo sexual da história daquela escola.

A professora não sabia o que fazer, pois a aula estava apenas começando, e sua cabeça estava completamente vazia. Lá não havia nenhuma idéia, nenhum argumento, nenhuma opção de reação de qualquer tipo, estava disponível. Até parecia a sensação que tivera, quando seus sobrinhos chegaram em casa com um bilhete da mega-sena acumulada há dois anos, dizendo que estava premiado, e que ela era a única ganhadora. Ainda lembrava do cheiro do éter, ao despertar no hospital, completamente desorientada, sem saber onde estava, sem saber quem era, sem saber sequer que sabia de alguma coisa, com seus sobrinhos ao seu lado dizendo:

"Desculpa tia, a gente não sabia que a brincadeira tinha sido tão pesada..."

A sensação que sentia agora, era a mesma. Lembrou de um remédio especial, que sempre carregava na bolsa. Era um pequeno frasco, de um composto orgânico, a última palavra em recondicionador físico, bastava dar uma cheirada e pronto.

Depois de recomposta, sentenciou:

"Seu progresso é espantoso fulano. Admiro sua postura, e acho que a partir desse momento, tem muito para nos ensinar. Pelo menos comigo, percebo que, depois que eu acordar amanhã, e tiver constatado que tudo isso realmente aconteceu, nunca mais serei a mesma. Só não posso concordar com uma coisa nisso tudo. É esse seu cheiro de sândalo; e essa sua mania de tomar banho todos os dias, isso é um conceito novo, e como tudo que é novo, merece uma reflexão mais aprofundada. Mas, por enquanto, te digo, se não fosse essa essência fabricada com a lama concentrada do Tietê [2], que sempre trago comigo para cheirar nos momentos de emergência, não sei não. No entanto, acho que nós as baratas ainda temos muito que aprender com a vida. Sinto que estamos entrando numa nova fase evolutiva..."
Alberto Grimm

Friday, December 17, 2010

O Vampiro

Talvez o medo só exista porque nos recusamos a examiná-lo de perto
Aquela noite não era qualquer noite. Parecia mais escura que a mais escura daquelas já presenciada por ele; mais fria, mais silenciosa, assustadora, quieta demais. Nem grilo estava de plantão naquele dia, quer dizer noite. Olhou da porta antes de sair à rua, fechou os olhos para não distrair os ouvidos, em busca de algum barulho que quebrasse aquele silêncio quase absoluto, quase, porque os seus passos, estes, ele podia escutar.

A noite avançara depressa demais, tanto que não conseguiu dar-se conta da coisa até que o homem do sino passou pela rua. Ele era bastante pontual. Seis horas, nove horas, dez, onze e meia noite. Tocava o sino e anunciava a hora correspondente. Depois sumia tão misteriosamente quanto tinha aparecido. Parecia vir do nada e, simplesmente, se materializava para anunciar as horas. Numa mão uma lanterna a gás, na outra o sininho que parecia ecoar por toda cidade.

"Meia noite e o tempo está muito frio...", anunciou naquele momento.
Uma lua pálida e enorme parecia negar-se a caminhar pelo céu, pois, até onde conseguia lembrar, ela permanecera estática no mesmo lugar, como se estivesse magneticamente presa no fundo negro do espaço. O frio era intenso e o vento só piorava as coisas. Mesmo agasalhado tremia da cabeça aos pés. Apressou os passos em direção à sua casa, e mentalmente, começou a traçar o melhor caminho para chegar mais depressa.

Por onde passava poucas janelas ainda estavam iluminadas. Quase certo era que a maioria já tinha se recolhido. Uma neblina mais parecendo vapor cobria boa parte das ruas, o que parecia sufocar a luz dos lampiões dos postes de iluminação pública. Lembrou das histórias de assombrações, verdadeiras aberrações que corriam em noites como aquela. Sentiu um calafrio a lhe percorrer o corpo e apertou ainda mais seus passos.

Foi quando viu o estranho vulto numa esquina próxima, no meio do trajeto por onde iria passar. Parou e ficou a observar aquela singular figura negra por um instante. Estava ele imóvel, bem abaixo da escassa luz do poste, e parecia olhar na sua direção. Vestia uma longa capa negra de gola alta, mas estava longe o suficiente para que não lhe pudesse vislumbrar o rosto.

Pensou em ir para o outro lado da rua, para a outra calçada, ou mesmo em dar meia volta e retornar. Mas isso seria um vexame, caso o estranho não fosse nada daquilo que ele estava pensando. Na dúvida parou de caminhar. Ficou parado olhando o misterioso vulto, assim como este parecia olhar em sua direção. Não seria nada demais correr e se afastar dali, afinal, quem tinha os motivos para isso era ele. Medo é medo, e prudência em excesso não faz mal a ninguém.

Mas, e se o estranho, ao perceber sua manobra evasiva corresse atrás? Como desejou que o homem das horas aparecesse outra vez, mas sabia que isso não mais seria possível naquela noite. Àquela hora já devia estar dormindo, afinal de contas já cumprira sua missão naquela noite. Lembrou das palavras que sua mãe dissera: "É um perigo para as pessoas que andam tarde da noite pelas ruas do centro. Dizem que por lá, depois da meia noite, perambula pelas ruas desertas, um Vampiro, em busca de vitimas desavisadas...".

Sentiu um nó na garganta e um desconforto à boca do estômago. E, naquele frio de congelar, começou a suar frio. Não sabia o que fazer. Procurou em sua sacola alguma coisa que pudesse usar como arma. "Talvez", pensou, "ao me ver mexer na sacola, ele ache que possuo uma arma e pense duas vezes, desistindo de me atacar.". Procurou a parte mais iluminada do ponto onde se encontrava e despejou no chão todo conteúdo de seu alforje.

Fingiu que procurava com disposição alguma coisa em meio aos objetos, isso decerto, teria algum efeito psicológico sobre o estranho e suas intenções. Distraído como estava, só percebeu que a misteriosa sombra humana havia desaparecido ao erguer novamente os olhos. Apavorado olhou à sua volta. Correu para o meio da rua de onde teria uma melhor visão de toda a área.

Mas, não o viu. Será que seu plano dera certo? Era a única e mais lógica explicação que tinha naquele momento. Sentiu-se momentaneamente vitorioso. E se ele se escondera em um dos muitos becos, pelos quais ainda teria que passar até chegar em sua casa? Podia ser isso, afinal de contas, um Vampiro não é nenhum bobo, e pelo que se sabe, sempre ataca suas vítimas de surpresa.

Que vontade de gritar. Como estava arrependido de ter ficado até tão tarde na rua. E se ele se transformasse também em Vampiro depois de atacado. Sim, diziam que era assim, as presas de vampiros, se transformam em Vampiros, zumbis, mortos vivos, parasitas que perambulam pelas noites de lua em busca de sangue, por toda eternidade. O que pensariam seus pais, especialmente sua mãe, ao ficar sabendo que seu filho agora era um Zumbi da meia noite?

Como achou forças para reagir nem ele sabe, mas, de repente, como se tivesse sido atingido por um raio de energia pura, saiu em desembalada carreira, só parando quando chegou à porta da sua casa. Sua mãe o aguardava ansiosa na sala. "Meu filho", ela exclamou alegre. "estava preocupada com sua demora..", e o abraçou.

"A senhora não sabe de nada. Acabo de escapar de um Vampiro de verdade lá no centro da cidade!", falou nos espaços entre uma respiração e outra.

Então, lhe sorri docemente a mãe, e fala carinhosamente:

"Oh querido, onde já se viu. Já te disse dezenas de vezes e vou repetir agora uma vez mais. Vampiros não atacam lagartixas como nós, só pessoas, por isso, não precisa temê-los outra vez...".
Alberto Grimm.

Thursday, December 16, 2010

O que é arroz parboilizado?

Embrapa informa:

O que é arroz parboilizado? (Eu não sabia.)
A palavra parboilizado teve origem na adaptação do termo inglês parboiled, proveniente da aglutinação de partial + boiled, ou seja, "parcialmente fervido".
Não se trata de arroz parafinado, ou colado, como muitos pensam. O processo de parboilização baseia-se no tratamento hidrotérmico a que é submetido o arroz em casca, pela ação tão somente da água e do calor, sem qualquer agente químico.

A parboilização é realizada através de três operações básicas:
1. Encharcamento: o arroz em casca é colocado em tanques com água quente por algumas horas. Neste processo, as vitaminas e sais minerais que se encontram na película e germe, penetram no grão à medida que este absorve a água.

2. Gelatinização: Processo Autoclave - o arroz úmido é submetido a uma temperatura mais elevada sob pressão de vapor, ocorrendo uma alteração na estrutura do amido. Nesta etapa, o grão fica mais compacto e as vitaminas e sais minerais são fixados em seu interior.

3. Secagem: O arroz é secado para posterior descascamento, polimento e seleção.

Suas vantagens são:
- Rico em vitaminas e sais minerais, devido ao processo de parboilização;
- Quando cozido, fica sempre soltinho;
- Rende mais na panela;
- Requer menos óleo no cozimento ou nenhum óleo;
- Pode ser reaquecido diversas vezes, mantendo suas propriedades;
- Alto grau de higiene no processo de industrialização;
- Conserva-se por mais tempo;
- Não usa produtos químicos.


Detalhe: O Brasil detém a tecnologia de parboilização mais avançada do mundo!